Os desafios encontrados em busca da igualdade

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Desafios

A desigualdade de gênero ainda existe e com ela as mulheres se deparam com grandes desafios no mercado de trabalho. Aqui na Index DC nós nos preocupamos com esta questão e apoiamos essa luta das mulheres  valorizando todas as qualidades que podem ser aproveitadas no ambiente de trabalho. Por isso  trouxemos alguns dados que mostram porque essas questões são mais urgentes do que nunca.

Contra dados não há argumentos

As mulheres são maioria da população no Brasil. Segundo o IBGE a população brasileira é composta por 48,2% de homens e 51,8% de mulheres. As mulheres vivem mais tempo, têm mais educação formal e ocupam 44% das vagas de emprego registradas no país.  No entanto, o número de mulheres desempregadas é 29% maior que o de homens. E quando falamos das posições de liderança, embora a porcentagem de mulheres CEOs no Brasil tenha crescido de 5% para 16% , elas ainda representam apenas 2,8% dos cargos mais altos.

Pode até  ser que essas informações não sejam novidade para você, mas talvez ainda não tenha parado para entender quantos desafios as mulheres enfrentam para se desenvolver profissionalmente e construir sua carreira no nosso País. 

Para te ajudar a entender melhor e eliminar os desafios dentro da sua empresa, que tal olhar os dados e ficar por dentro do assunto? Afinal, contra dados não há argumentos!

Igualdade Salarial

De acordo com o relatório do último Fórum Econômico Mundial, 100 anos é o tempo estimado para que a diferença salarial entre homens e mulheres desapareça. Atualmente, elas recebem 74,5% do salário dos homens ocupando os mesmos cargos. Se mudarmos algumas atitudes talvez não precisemos aguardar tanto tempo. 

Entre 2013 e 2017, as buscas no Google por “desigualdade de gênero no mercado de trabalho” cresceram 451% e por “mulher ganha menos” aumentaram 298%. 

Entre as buscas realizadas no Google de agosto de 2020 até junho de 2021 o crescimento pelo termo “igualdade da mulher” foi o que mais cresceu. Isso sugere que apesar do caminho em direção à igualdade de gênero ainda ser longo, elas estão cada dia mais interessadas pelo assunto e conscientes dessa urgência.

Fonte: Google trends

Isso é um bom ponto de partida para pensar em iniciativas que empoderem as mulheres para irem atrás do que lhes é de direito.

E as mulheres que precisam escolher “filho ou carreira”?

As reações sobre a gravidez de uma funcionária nem sempre foram tratadas com entusiasmo por algumas empresas

 

Créditos da imagem (<a href=’https://br.freepik.com/fotos/pessoas’>Pessoas foto criado por cookie_studio – br.freepik.com</a>

Há algumas décadas, em muitos ambientes corporativos existiam restrições para a admissão de mulheres em geral, e a faixa etária mais atingida era entre 20 e 30 anos. A gravidez representa altos custos na folha de pagamento da empresa. Hoje, observamos uma mudança na postura das organizações e isso se deve à evolução e à maturidade da mulher no campo profissional e ao próprio aumento da competitividade nas colocações de trabalho.

A mulher hoje está se aprofundando nos estudos profissionais e isso resulta em mudanças no interesse de buscas também. 

As buscas por “congelamento de óvulos “ cresceram 89% nos últimos cinco anos  25% somente no ano passado  e servem como um ótimo indicativo de que, mesmo as mulheres que querem ter filhos, ainda sentem a necessidade de adiar a maternidade por receio de perder oportunidades enquanto tentam conciliar carreira e família. A procura por termos relacionando demissão, estabilidade e licença maternidade cresceu mais de 300% nos últimos 5 anos.

Já as buscas por “MEI licença maternidade” cresceram mais de 700%, sugerindo que um grande número de mulheres considera abraçar o empreendedorismo depois de serem mães. Os dados da pesquisa Mulher Empreendedora realizada pela Robert Half em 2016 confirmam essa hipótese, revelando que, em 85% das empresas brasileiras, metade das profissionais deixam o emprego após o nascimento do primeiro filho.

Fonte: Google trends

Agora é um bom momento para as empresas que já perceberam que, para não perder mão de obra qualificada, é preciso fazer algumas transformações no ambiente de trabalho. As mulheres são extremamente capazes e não querem ficar paradas. A exemplo disso, a busca por empresas que contratam grávidas cresceu 221% entre 2015 e 2017. 

Home Office

Antes do isolamento social 42,6% das empresas nunca tinham adotado a prática e, em 23,8% das companhias, o home office não passava de uma possibilidade em análise.

Depois de semanas trabalhando em casa, 73,8% das empresas pretendem instituir o home office como prática definitiva no Brasil. Essa prática veio trazer mais possibilidades de mulheres com filhos assumirem cargos nas empresas .

As mulheres apresentam um grau de satisfação bastante superior ao dos homens em relação ao teletrabalho, apesar das dificuldades que podem estar relacionadas ao desafio de conciliar o convívio familiar acentuado pelo isolamento social, especialmente nos lares com crianças, com as rotinas de trabalho, 82% das mulheres estão completamente satisfeitas ou muito satisfeitas com o sistema de trabalho, enquanto entre eles o índice é de 76%.  (Fonte revista Isto é dinheiro).

Créditos da imagem ( <a href=’https://br.freepik.com/fotos/mulher’>Mulher foto criado por karlyukav – br.freepik.com</a>)

Mudar é bom e acelera a transformação

Encontrar soluções para acelerar a transformação e irmos de encontro com a igualdade de gênero é imprescindível e essas soluções podem surgir de onde menos esperamos. Algumas atitudes básicas ajudam a encurtar essa jornada. Em um processo seletivo, por exemplo, é importante ter em mente que esse é um momento fundamental de trazer mais diversidade para seu time. As empresas em que mulheres ocupam pelo menos 30% dos papéis de liderança são 1,4 vezes mais propensas a ter um crescimento contínuo e lucrativo. 

Assim, que tal incentivar mulheres à vagas de liderança? Dê chance para que elas possam mostrar o seu trabalho, sua competência profissional. E se você for líder de uma mulher, incentive-a a ir ainda mais longe na carreira, ofereça oportunidades de crescimento e dê o devido crédito quando o trabalho for dela. Estimule diálogos abertos e honestos sobre igualdade de gênero, onde todos tenham espaço para errar, aprender, questionar e pedir ajuda.

Aqui na Index DC trabalhamos com treinamentos, cursos e diálogos voltados para as mulheres da nossa empresa e incentivamos todas a serem LÍDERES. Pois acreditamos no potencial de cada uma. Precisamos ressaltar que treinamento e desenvolvimento das pessoas é hoje um dos fatores primordiais para o sucesso de uma empresa. Aqui na Index DC o treinamento e desenvolvimento da equipe e principalmente das mulheres traz inúmeros benefícios para a empresa, principalmente quando estamos falando sobre aumento de produtividade, engajamento, eficiência nas tarefas e motivação. 

Cabe a todos nós estimularmos a mudança de consciência dentro das empresas. 

Valdirene Collares

Valdirene Collares

Valdirene é Gerente de Marketing na Index DC. É responsável pelos artigos do Blog da Index e planejamentos de marketing de conteúdo. É graduada em Letras/Inglês, pós graduada em Psicopedagogia e MBA em Neuromarketing.

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